A disputa judicial entre Mani Reggo e Davi Brito terá um novo capítulo no próximo mês. O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) marcou para 26 de agosto, às 8h30, uma audiência de conciliação em segunda instância antes de analisar o recurso apresentado pelo campeão do BBB 24 contra a sentença que favoreceu a empresária.
A sessão será realizada de forma virtual pelo Centro Judiciário de Solução Consensual de Conflitos (Cejusc) de 2º Grau e tem como objetivo verificar se as partes têm interesse em encerrar o litígio por meio de um acordo antes do julgamento da apelação.
A audiência acontece após Davi recorrer da decisão proferida em abril de 2025, quando a Justiça reconheceu o direito de Mani Reggo à divisão de parte do patrimônio discutido no processo. Inconformado com a sentença, o ex-BBB apresentou recurso ao TJ-BA, que ainda aguarda análise pelos desembargadores.
Diferentemente do que pode parecer, a designação da audiência não representa uma nova decisão sobre o mérito do caso. Trata-se de uma etapa prevista pelo Tribunal para estimular uma solução consensual antes que o recurso seja levado a julgamento pelo colegiado.
Caso haja entendimento entre as partes, o processo poderá ser encerrado sem necessidade de julgamento da apelação. Se não houver acordo, o recurso seguirá para análise de uma Câmara Cível formada por três desembargadores, que decidirão se mantêm ou reformam a sentença de primeiro grau.
Na ação, Mani Reggo busca o reconhecimento dos direitos patrimoniais decorrentes da relação mantida com Davi Brito. A sentença de primeira instância foi favorável à empresária, decisão que motivou o recurso apresentado pelo vencedor do reality da TV Globo.
A audiência de conciliação foi designada pelo próprio Tribunal de Justiça da Bahia, dentro da política adotada pelo Judiciário para incentivar acordos também nos processos que já chegaram à segunda instância.
Ao longo da repercussão do caso, Davi Brito afirmou, em entrevistas concedidas após o fim do BBB 24, que utilizou o dinheiro obtido com o reality para comprar imóveis destinados a familiares. As declarações tiveram ampla repercussão na época e passaram a integrar o contexto público da disputa. Embora não antecipem qualquer conclusão sobre o mérito da ação, elas ajudam a contextualizar a origem do patrimônio cuja eventual partilha é discutida no processo movido por Mani Reggo.