Uma cafeteria localizada dentro do Goethe-Institut Salvador-Bahia, no Centro da capital baiana, foi fechada após uma denúncia de discriminação e constrangimento ilegal envolvendo integrantes da equipe do Melanina Acentuada Festival. O caso aconteceu na segunda-feira (27) e é investigado pela Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin).
Segundo relato das vítimas, cinco integrantes da organização do festival se sentaram em uma mesa da Cafeteria Tropicália Gelato e Café e chegaram a ser atendidos por um garçom. Pouco depois, uma mulher que se apresentou como responsável pelo estabelecimento pediu que eles deixassem o local.
De acordo com o grupo, a proprietária presumiu que eles não fariam consumo no estabelecimento e teria baseado a decisão em um preconceito de classe. O episódio foi denunciado pela organização do festival, que classificou o caso como discriminação.
Em nota, o Melanina Acentuada Festival repudiou "toda e qualquer forma de racismo, discriminação e violência" e afirmou prestar total apoio às vítimas. A organização destacou que a cafeteria não possui qualquer relação com o evento.
Após o ocorrido, o festival recomendou ao Goethe-Institut a suspensão imediata das atividades da Cafeteria Tropicália Gelato e Café durante toda a programação do evento. Segundo a organização, o pedido foi prontamente acolhido pela instituição, que determinou o fechamento temporário do estabelecimento.
"O Melanina Acentuada Festival permanece firme em seu propósito de celebrar e proteger a população negra e não se omitirá diante de qualquer ato de racismo", afirmou a organização em nota.
O Melanina Acentuada Festival começou na terça-feira (28) e segue até a próxima segunda-feira (3), reunindo atividades voltadas à valorização da cultura negra e à promoção da equidade racial. Enquanto isso, a Polícia Civil apura as circunstâncias do caso.