Segundo semestre tem mais de 54 mil vagas confirmadas e salários até R$ 34 Mil
Concursos: Bahia desponta entre os estados com mais oportunidades previstas no segundo semestre
Por Carmen Vasconcelos
Publicado em 27 jul 2026 às 06:32
Com retração no primeiro semestre superada, áreas de Segurança Pública, Bancos e Carreiras Jurídicas lideram a oferta de vagas e elevam a concorrência no paísCrédito: Divulgação
O segundo semestre de 2026 promete ser o período mais aquecido do ano para quem busca a estabilidade do serviço público. Um levantamento do Qconcursos revela que 54.842 vagas já estão confirmadas em seleções federais, estaduais e municipais até dezembro.
Com salários que chegam a R$ 34.279,28 e oportunidades para todos os níveis de escolaridade, a expectativa é que o volume de editais cresça ainda mais nos próximos meses à medida que cronogramas represados ganhem publicação oficial.
Para Luiz Rezende, coordenador do Qconcursos, a conjuntura atual sinaliza uma retomada vigorosa dos grandes certames do país, superando com folga a movimentação registrada nos primeiros seis meses do ano.
“Há duas carreiras com alto potencial de vagas e interesse dos alunos no segundo semestre. A primeira é a policial, com destaque para os concursos da Polícia Militar do Rio de Janeiro, da Polícia Científica de São Paulo e da Polícia Civil da Bahia, para ficarmos apenas em alguns exemplos", diz.
"Também precisamos sempre ficar atentos aos concursos bancários. Temos movimentações importantes tanto no Banco do Brasil, quanto na Caixa Econômica, e estamos falando de dois dos maiores concursos do Brasil, que estão entre os dez maiores da história em número de inscritos", esclarece.
Gigantes
A área de segurança pública desponta como a principal vitrine deste semestre. Apenas para as Polícias Militares — com seleções previstas em estados como Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro e Piauí —, o potencial ultrapassa 8 mil vagas.
"São editais que, tradicionalmente, mobilizam um grande número de candidatos", avalia Rezende.
O aquecimento da área estende-se também para os certames de Polícias Civis, Polícia Penal e Polícia Científica, impulsionado pela centralidade que o tema da segurança ganhou na agenda pública nacional.
O setor bancário é outro ponto focal para quem busca colocação no mercado. O Banco do Brasil vem emitindo sinais concretos de um novo certame: a instituição realizou recentemente um levantamento interno de atribuições funcionais e mantém interlocução com bancas organizadoras. Como os concursos de 2021 e 2023 atraíram cerca de 1,5 milhão de inscritos cada, a expectativa no mercado é alta.
Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste (BNB) também realizam estudos internos para futuras seleções.
Vagas em massa
Quando o indicador principal é a quantidade absoluta de vagas, os órgãos federais lideram com folga. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) deve ofertar cerca de 39 mil vagas temporárias para a operação de campo do novo Censo.
Logo em seguida aparece o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), cuja expectativa gira em torno da abertura de 10 mil vagas para recomposição do quadro funcional.
No mapa dos concursos, a Bahia figura em posição estratégica pela diversidade de seleções previstas, englobando Polícia Militar, Polícia Civil e Secretaria da Fazenda (Sefaz-BA).
O Maranhão concentra volume expressivo nas áreas policial, penal e pericial, enquanto São Paulo ostenta o maior número absoluto de postos, alavancado pela PM-SP. Rio de Janeiro, Distrito Federal, Paraná, Piauí e Alagoas completam a lista de estados em forte movimentação.
O ecossistema dos concursos públicos passou por uma transformação estrutural nos últimos anos. Luiz Rezende pontua que a pandemia de Covid-19 funcionou como um divisor de águas, acelerando a profissionalização dos candidatos e elevando a régua da competitividade.
"Muita gente que antes não considerava seguir carreira pública passou a enxergar essa possibilidade após a pandemia. Ao mesmo tempo, quem já estudava passou a utilizar melhor as ferramentas digitais e profissionalizou a preparação. Isso elevou o nível de competitividade e as notas de corte dos concursos", conclui o coordenador.