Os transtornos provocados por uma falha no sistema de controle de tráfego aéreo do Reino Unido chegaram ao segundo dia nesta quarta-feira (9), com mais de 2 mil voos cancelados e milhares de passageiros afetados. Embora o problema técnico tenha sido corrigido, companhias aéreas ainda enfrentam dificuldades para reorganizar aeronaves e tripulações, mantendo atrasos e cancelamentos em diversos aeroportos do país.
A pane atingiu o sistema de processamento de voos da National Air Traffic Services (NATS), empresa responsável pelo controle do tráfego aéreo em 15 aeroportos britânicos. O problema começou na tarde de terça-feira (8) e afetou operações em terminais importantes, como Heathrow, Gatwick, Manchester e Stansted. Segundo o The Guardian, mais de 1.900 voos já haviam sido cancelados até a manhã desta quarta-feira (9), enquanto a atualização mais recente do jornal apontava que o número havia ultrapassado 2 mil.
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Aeroportos retomam operações, mas atrasos continuam
O aeroporto de Heathrow informou que os voos estavam operando nesta quarta-feira, mas alertou que ainda haveria impactos devido à necessidade de as companhias reposicionarem aeronaves e tripulações. O terminal orientou os passageiros a consultar o status do voo diretamente com a companhia aérea antes de seguir para o aeroporto.
Gatwick também informou que as operações haviam sido retomadas, mas que os efeitos da falha ainda poderiam provocar novos atrasos. A interrupção atingiu ainda outros aeroportos britânicos, incluindo Manchester, Birmingham, Edimburgo e Belfast.
Na terça-feira, Heathrow chegou a suspender temporariamente as decolagens. Com o acúmulo de aeronaves no aeroporto, voos que deveriam pousar no terminal também foram afetados e alguns aviões foram desviados para outros aeroportos europeus.
Chefe do controle aéreo é pressionado
O impacto da falha aumentou a pressão sobre Martin Rolfe, diretor-executivo da NATS. Ele foi convocado pela secretária britânica dos Transportes, Heidi Alexander, para explicar o que provocou a interrupção e as medidas adotadas para evitar novos episódios.
Companhias aéreas também passaram a cobrar mudanças na liderança da empresa. A Ryanair pediu a saída de Rolfe, enquanto a Wizz Air criticou a recorrência de problemas técnicos na NATS. A atual interrupção é apontada como o terceiro grande episódio de falha no sistema de controle aéreo britânico em pouco mais de três anos.
Rolfe afirmou que uma investigação completa será realizada e disse que um ataque cibernético foi descartado como causa do problema. Segundo a NATS, a falha ocorreu no sistema de processamento de voos e não seria a mesma registrada em interrupções anteriores.