Volta aos palcos de Salvador nesta sexta-feira (18), às 20h, o espetáculo de dança "Savalu: Uma Inscrição no Tempo", com apresentações adicionais no sábado (19) e no domingo (20), no Cineteatro 2 de Julho, na Federação. Os ingressos custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia) e podem ser adquiridos na plataforma Sympla. A classificação é livre.
Concebido e dirigido pela bailarina Edeise Gomes, “Savalu” é um solo de dança criado a partir da metodologia afroreferenciada Aterrar, desenvolvida pela artista durante sua pesquisa de doutorado na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Professora de licenciatura em Dança e Teatro na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), Edeise também pesquisa culturas e danças de matrizes africanas.
Solo é baseado em pesquisa da dançarina Edeise Gomes
No espetáculo, o corpo dança como quem atravessa eras, renasce e retorna. O movimento se transforma em rito, escuta e possibilidade de recomeço, conduzindo o público por uma jornada de descoberta e reflexão sobre os ciclos da vida. Entre o denso e o leve, o visível e o invisível, o corpo se torna espelho da existência, celebrando o amadurecimento, a memória e a força vital que pulsa em cada pessoa que insiste em dançar.
“Savalu” nasceu de questionamentos da artista sobre o empoderamento de mulheres negras e sobre a relação entre potência, exaustão e ancestralidade. A partir da pesquisa desenvolvida no doutorado, Edeise passou a compreender o empoderamento como um processo de aterramento, uma busca por si mesma, pela própria luz e pelas raízes que sustentam cada existência.
“Savalu é o quarto capítulo da minha tese de doutorado, construída a partir de uma metodologia feita com dança. A proposta é entender não só como existimos em toda a nossa potência, mas como existir de forma honesta com nós mesmas”, explica a bailarina.
Mais do que uma investigação sobre o corpo, o espetáculo é uma tentativa de encontrar um lugar de existência que, ao emergir, também possa iluminar outras pessoas. “Foi nesse contexto que desenvolvi o Savalu, como uma busca não apenas no outro, nos discentes e nos processos pedagógicos, mas em mim mesma. Uma tentativa de encontrar esse lugar de existência que, ao emergir, também ilumina o outro.”